Com mais de 30 anos de história no Bom Retiro, a Bauarte acompanha de perto as transformações do comércio atacadista. Seu proprietário, Paulo Ferreira Gonçalves, compartilha sua trajetória, os desafios para atrair clientes e suas expectativas para o futuro do comércio no bairro. Confira a entrevista!
- Como começou a história da sua loja no Bom Retiro?
A história da Bauarte começou em 28 de maio de 1995, no Bom Retiro, em São Paulo. O nome surgiu de uma bolsa em formato de baú, que era um dos principais produtos de sucesso da loja, unindo “baú” e “arte”.
Com muito trabalho, dedicação e compromisso com os clientes, a empresa cresceu e se consolidou no bairro. Em 2003, o prédio passou por uma ampliação, dando origem à loja na esquina das ruas Ribeiro de Lima e Professor Cesare Lombroso. Com a continuidade desse crescimento, em 2007 foi inaugurada uma filial na Rua Ribeiro de Lima, 591.
- Quais os maiores desafios de ser confeccionista / lojista hoje?
Hoje, um dos maiores desafios como lojista é chegar até o cliente atacadista. Cada vez menos compradores vêm presencialmente ao Bom Retiro, e precisamos encontrar novas formas de nos aproximar deles. Mesmo com as redes sociais e outros canais de comunicação, a concorrência aumentou muito, tornando mais difícil tanto conquistar novos clientes quanto fidelizar os que já temos.
- O que tem funcionado melhor para atrair clientes para sua loja hoje?
Hoje, o que tem funcionado melhor para atrair clientes são as estratégias digitais. Investimos nas redes sociais e em campanhas no Google, Meta e WhatsApp, buscando alcançar novos clientes e também manter o relacionamento com os clientes que já conhecem a loja. Esses canais têm sido importantes para aumentar nossa presença e facilitar o contato com o público atacadista.
- Qual conselho deixaria para quem está começando agora?
Meu principal conselho é: planeje-se e conheça muito bem o seu público. É importante entender quem é o seu cliente, o que ele procura e quais são as suas necessidades. A partir disso, fica mais fácil oferecer produtos certos, tomar decisões melhores e construir um negócio sólido.
- Quem ou o que te inspira a continuar no dia a dia?
O que me inspira a continuar é, principalmente, gostar do que faço e ter a satisfação de superar os desafios do dia a dia. Também me motiva saber que, por meio do nosso trabalho, podemos gerar empregos e oportunidades. Ver o empenho de toda a equipe e transformar esse esforço coletivo em resultados é uma grande realização.
- Como você acredita que a ABIV pode apoiar ainda mais os lojistas do bairro?
Acredito que a ABIV poderia promover mais eventos e ações no próprio bairro, com o objetivo de atrair mais clientes para o Bom Retiro. Ter o bairro mais movimentado e criar experiências que incentivem a visita presencial ajudaria muito os lojistas, fortalecendo o comércio local e contribuindo para o aumento das vendas.






