1) Como começou a história da sua loja no Bom Retiro?
Comecei com uma pequena loja em uma galeria da Rua dos Italianos, junto com meu marido. Eu já tinha experiência cuidando da fábrica da confecção da minha mãe, no Brás, depois de terminar a faculdade.
Desde que imigramos para o Brasil, em 1972, quando eu tinha 6 anos, vi meus pais trabalharem como sacoleiros de roupa, depois com bordado à máquina e, mais tarde, com confecções no Brás e no Bom Retiro.
Eles conseguiram juntar dinheiro para abrir uma loja de varejo e, depois, quando eu tinha uns 17 ou 18 anos, abriram uma confecção no Brás. Desde criança, respiro roupa.
2) Quais os maiores desafios de ser confeccionista / lojista hoje?
Desde que comecei minha confecção, em 1989, foram vários desafios: passar por sete crises econômicas, falta de capital, coleções que não vendiam, mudança de ponto, não ter conhecimento de moda, gestão, financeiro, entre outros.
Agora, para mim, o maior desafio é acompanhar e se adaptar às mudanças do mercado. É preciso ter muita resiliência e não desistir de continuar a jornada.
3) O que tem funcionado melhor para atrair clientes para sua loja hoje?
Acho que hoje é uma junção de estratégias, que vão desde planejamento, marketing, branding, coleção assertiva e relacionamento com clientes até mais canais de venda.
4) Qual conselho deixaria para quem está começando agora?
Estude muito e se prepare. Procure ajuda de profissionais ou de conteúdos, se precisar, porque confecção não é para qualquer um. É apaixonante, mas é desgastante se você não souber para onde quer ir e como chegar lá.
5) Quem ou o que te inspira a continuar no dia a dia?
Deus, família, propósito, além de meus colaboradores e clientes.
6) Como você acredita que a ABIV pode apoiar ainda mais os lojistas do bairro?
Com informação, ajudando a ter clareza de propósito por meio de seminários e workshops, e com uma plataforma que ajude os lojistas a vender.
Também com ações sociais que ajudem a fortalecer o respeito da comunidade, apoio a quem quer se especializar em alguma área, mas não tem condições, por meio de bolsas, por exemplo, e eventos para que as pessoas possam conhecer mais o Bom Retiro.








